O Exame Nacional de Cursos foi aplicado em todo Brasil no fim de semana passado. O objetivo é verificar a quantas andam o ensino superior brasileiro em relação aos conteúdos previstos para cada curso. Ou seja, cada Instituição de Ensino Superior, quando oferece um curso, precisa dar conta de um conteúdo previsto nas diretrizes curriculares deste curso, o ENADE então verifica por meio da prova, se o curso está ou não cumprindo com este compromisso assumido com o Ministério da Educação e, sobretudo, com o aluno. Então o aluno, se foi consciente, faz o máximo possível para realmente mostrar como está a IES que ele estuda, porque este resultado mostrado pela prova dele, somado a avaliação institucional em relação ao corpo docente, biblioteca, pesquisa e extensão, estrutura etc, irá dar o raio-x do curso superior, que como o próprio nome diz, é superior. Portanto, tem que ser superior mesmo. Porque não adianta ter um diploma de curso superior e ficar se enganando não é minha gente? Eis a pergunta que sempre faço para meus alunos: quando vocês houvem falar de fisioterapeuta trabalhando de frentista em posto de gasolina, administrador empacotando compras em supermercado, nutricionista secretariando em consultório de dentista e advogado que não passa nem na primeira fase do teste da Ordem na 6a tentativa é porque??? Falta emprego?? O aluno egresso é o culpado?? Minha gente, John Dewey disse: se o aluno não aprendeu foi porque o Professor não ensinou, salvo raras excessões. O ENADE tem duas faces, mas acreditem, a melhor delas não é o ranqueamento feito todos os anos entre as IES, que insistem em contar para todos quem é a melhor do sul do mundo. Ou vejamos, essa comparação poderia sim existir, mas comparar entre a number one e a local. Que tal? E como dizem por aí, de uma desgraça ninguém está livre, vai que o frentista formado no ensino fundamental é bem mais competente, o empacotador de supermercado deficiente mental é bem mais gentil e a secretária de dentista aposentada sem formação nenhuma é bem mais educada?? E o advogado que se formou na Universidade que não faz festa, não faz grandes bailes, que cola grau no gabinete, passa no teste de primeira e ainda, em primeiro (!!), pelo menos tem seu diploma reconhecido porque tem conhecimento, coisa que o faz diferente das outras pessoas. O que difere um homem do outro não é o que ele TEM e sim o que ele É, o que ele SABE. O ter é relativo, ter é portátil. O ENADE verifica isto, é um discussão muito mais filosófica do que uma mera comparação entre um IES e outra.
Entre no site do INEP e veja o objetivo REAL do ENADE.
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