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13 de novembro de 2009

Divagando...

Hoje lavando louças, formulei uma espécie de premissa quase a altura da grande Simone de Beauvoir (embora não seja feminista, percebe-se):
O homem mediano tem medo da mulher forte então, para se auto-afirmar, protege, se esconde e prefere as bem mais fracas.
Isto acontece também entre os mesmos sexos e diria que entre as relações de poder. Quase uma cópia da tese do Maquiavel, com mais convicção da verdade e da aplicabilidade dela em nosso cotidiano. O indivíduo mediano se alia (mancumuna...rsrsrsrs)aos mais fracos, já que sobre eles seu poder é garantido, para poder vencer o mais forte. Este por sua vez, não está nem aí. Vive tranquilamente. As vezes olha para baixo e percebe o que está acontecendo, como consegue ver além do que os olhos mostram, joga a corda para que os mais fracos se salvem e não fiquem sendo usados como molas propulsoras para que o mediano alcance seus objetivos. E assim é a vida. Um emaranhado de fenômenos que estão se modificando em todo momento, pulsando, latentes, para que nós, nosso cérebro não descanse nunca, nem na hora de lavar louças!! Quando Beauvoir escreve o Segundo Sexo em 1949, a discussão acerca da valorização da mulher na sociedade pode ser compreendida sobre a importancia das relações humanas que são estabelecidas não apenas no fazer determinada tarefa, mas sim no estar completos no meio ambiente onde a mulher ou homem estão. Sarte vivia com ela, e todos os dias escutava premissas como a minha. Então maridos, namorados, namoridos, se conformem. Existem mulheres que também pensam enquanto fazem tarefas corriqueiras. Assim como existem mulheres mais fortes que outras, por sua vez existem as medianas e mais fracas. Pensando em tudo isto, creio que os medianos e as medianas são os mais temíveis...iiii!! seria está uma nova premissa? Fica para uma outra hora, ainda não acabei de lavar as louças.





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